A Amante Inglesa, Marguerite Duras

Setúbal-20130324-00841

“- Sim, mas se eu não tivesse cometido o crime, não lhe interesseria nada. Ainda lá estaria calada, no meu jardim. A minha boca , às vezes, era como o cimento do banco.” (p. 99)

Um crime cruel cometido em Viorne, em que o corpo esquartejado da vítima é colocado em carruagens de diversos comboios. Pouco mistério sobre o autor do crime, sendo este revelado logo no início. Ficam os verdadeiros motivos, nunca confessados, à imaginação de cada leitor, assim como onde poderá estar a cabeça da vítima. Um livro que retrata a realidade de anos em comum entre vítima e criminoso, de loucura, que acaba por justificar o trágico crime.

Descansa em Paz Pancinhas, com Amor.

Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

Vinícius de Morais

Setúbal-20130331-00848

O Cerco de Leninegrado

Esta noite e amanhã às 16h00, o Fórum Luisa Todi recebe o Cerco de Leninegrado, de José Sanchis Sinisterra.

Durante 900 dias os habitantes da cidade de Leningrado – actual São Petersburgo – viveram cercados de tropas nazis, com a morte de um milhão de russos na ocasião. Este espectáculo é-nos apresentado sob o olhar e memórias de duas mulheres que vivem num velho teatro, resisitindo à sua demolição.

Pah, eu também não quero trabalhar

Hoje cruzei-me nesse mundo do youtube com esta entrevista de Mazgani. Delicious! Não o Mazgani (desta vez), a entrevista. O Senhor Doutor Advogado percebeu que aquilo não era a vida que queria e lançou-se para uma vida que se chama de inadpatado. Viver à margem do socialmente convencional, cobardia ou coragem? Neste caso, com uma voz dessas, é Talento!

O que o faz, como se intitula, perguiçoso vê-se, agora quatro anos depois que é inteligência, optimismo e persistência.

Gosto de pessoas com humor. Gosto de pessoas que me inspiram. Pah, Mazgani, também não quero trabalhar. Paralelamente à vida convencional, construo (com alguma dedicação de tempo e trabalho), o sonho de ter o projecto de um canal de curtas. Hoje, descobri a inspiração! Descobri a temática: Mazgani, será!

Verdade que a perguiça é o meu principal defeito, portanto se isto se der, fica o convite.