Pancinhas

É na hora de morrer e no roubarem a dignidade nesse momento que se torna real o quão pobre Portugal vive.

Todos contribuimos para um Estado em troca de garantia de soberania, segurança, educação, democracia, cultura, saúde… ai espera! Pára !que se corre o risco de ser um comentário de uma esquerda utópica e radical.

Vida real é vermos alguém com quem crescemos, de quem gostamos, sofrer abandonado num hospital porque uma médica diz que doenças sem cura não têm lugar no serviço público. Que as pessoas devem de ir morrer para casa. Não pedimos milagres nem que salvem uma vida que já se tornou moribunda. O flagelo do desemprego e da crise na restauração naquela família não permite recorrer a outro serviço que não o público. Não pedimos milagres nem que salvem uma vida de uma doença que já venceu.

Apenas pedimos que garantam um final de vida com cuidados e dignidade. O director estava ocupado. Depois de expressa esta indignação no livro de reclamações de um hospital público, o papel da alta saiu de cima do corpo em maca amontoada em corredor de hospital.

Sabemos que os moribundos têm custos, mas o mínimo que se espera de um Estado é que nos permita morrer com dignidade. Todos contribuímos para isso.

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